{"product_id":"bruges-a-morta","title":"BRUGES-A-MORTA","description":"\u003cp\u003eTítulo:BRUGES-A-MORTA\u003cbr\u003e\nAutor:Rodenbach, Georges\u003cbr\u003e\nEditorial:SISTEMA SOLAR\u003cbr\u003e\nIdioma:POR\u003cbr\u003e\nCurso:\u003cbr\u003e\nEncuadernación:OTRO FORMATO LIBRO\u003cbr\u003e\nNúmero de páginas:10\u003cbr\u003e\nAño de edición:2013\u003cbr\u003e\nISBN:9789898566300\u003cbr\u003e\nSinopsis:«Um dia, em 1475, o Mar do Norte bruscamente retirou-se;o Zwyn de repente secou, sem que fosse alguma vez possível desassoreá-lo ou voltar a restabelecer uma circulação de água;e Bruges, de ali em diante afastada dessa vasta mama do mar que lhe tinha alimentado os filhos, começou a ficar anémica, e desde há quatro séculos agoniza. Como a cidade é comovente nesta tísica com séculos que a faz escarrar, atingida por um golpe mortal, uma a uma as suas pedras ù como pulmões ù e sobretudo comovente numa manhã de Novembro outonal, como esta, sob um céu de palidez parecida com a suaà» Sob o tecto desta nostalgia, já Georges Rodenbach (Bruges, 1855-1898) estava prestes a chegar à história que desde 1892 ficou para momento maior na sua literatura e o fez célebre quando apareceu, como folhetim, em números sucessivos de Le Figaro;sem adivinhar que dezassete anos depois (nove anos depois da sua morte), este mau destino de Bruges seria remediado com um novo canal que a deixaria ligada ao porto de Zeebruge. E se a cidade deixou de ser porto importante, apesar da sua nova ligação ao mar, fez-se animado centro turístico. A sua beleza triste, com velhos edifícios a mirarem-se na água e árvores inclinadas sobre os canais, agita--se com multidões que frequentam as esplanadas da Grand'Place e ali, mesmo ao lado, aguardam a sua vez para entrar em barcos que percorrem motorizadamente um cenário onde melhor ficariam remadores, irmãos dos que persistem em Veneza. (Note-se que a realidade da nova Bruges existe desde 1990 noutro livro com um título oposto;é de Dominique Rolin, explora esta diferença sobrepondo-a à imagem literária que nos resta de Rodenbach, e para tornar claro o impulso que o domina deu-lhe o título provocatório de Bruges-a-Viva.) Mas «a Morta» é, na Bruges de Rodenbach, uma tristeza de pedra e água que ainda agora persiste, e a memória de uma mulher amada. Nos canais da sua história passa uma inextinguível Ofélia e os seus sinos dobram, transformando em som a preservada imagem de um corpo que teima em não desaparecer. [Aníbal Fernandes]\u003c\/p\u003e","brand":"tulibrodetexto.es","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51058547032401,"sku":"9789898566300","price":1118.15,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0816\/8187\/5281\/files\/978989856630.jpg?v=1746377263","url":"https:\/\/tulibrodetexto.es\/products\/bruges-a-morta","provider":"tulibrodetexto.es","version":"1.0","type":"link"}